08 de Novembro de 2014

Comecei a instrução primária em 1 de Outubro de 1955, com apenas 5 anos, faria os 6 anos no mês seguinte no dia 11, foi minha 1ª professora Sr. Maria Ferreira Cravo, do Rossio ao Sul do Tejo, que me sujeitou aos maiores vexames, pois todos os dias me batia, com a régua ou cana da india, que se usava na altura, e me colocou nas ultimas carteiras que eram as consideradas as dos alunos mais burros, mas ela fazia diferença entre os alunos, aos que os pais trabalhavam no Victor Guedes, Moagem de Abrantes ou Fundições do Rossio eram tratados de uma maneira, os que os pais trabalhavam do nascer ao por do sol nos campos eram tratados de outra maneira, depois já numa fase adulta a cheguei a confrontar com essa situação, porque aquela ideia de distinção entre alunos me fazia muita confusão, ela me responde Augusto isso são águas passadas, eu respondi pois são, agora é fácil dizer mas na altura quem aguentou com as suas parvoices, foi este o termo que apliquei parvoices, fui eu e mais alguns colegas que sofremos com as suas brutalidades, mas eis que poucos dias antes das férias de Natal, alguém bateu na janela que dava para a rua, ela abriu e conversou com alguém e de seguida nos diz meninos e meninas da 1ª e 3ª classe fazem favor de sair e acompanhar o Sr. Professor que está na rua esperando por vós, era um senhor já de certa idade, andava com alguma dificuldade pois arrastava uma das pernas, e seguimos com ele até a um salão que era utilizado para bailes, logo a seguir á taberna do Sr. Agostinho Duarte "Roupa" e do qual também era proprietário, a sala não tinha condições muita fria no inverno e muito quente no verão, embora por poucos dias, pois o ano acabava sempre na ultima semana de Junho, no inverno tinhamos que levar umas latas onde metiamos brasas que traziamos de casa, para nos aquecer, o professor se chamava Duque, e era de Alcaravela, só muito recentemente consegui saber onde ele residia, cheguei mesmo a ir a casa onde ele habitava, mas ele já tinha falecido e apenas estava a esposa uma senhora já de idade avançada mas que se deslocava numa motorizada com cabine e caixa de carga, vi a saber que tinha 1 filho e 2 filhas, ele formado em Engenharia, e as filhas uma professora na Escola Dr. Manuel Fernandes "antigo La Salle" que eu conhecia muito bem a Dr. Filomena, que quando eu lhe disse que seu pai tinha sido meu professopr, ela ficou tão feliz que acabamos por nos abraçar chorando de  alegria, ela quis saber como tinha sido o seu pai como professor, eu lhe disse e foi verdade, ele como não conhecia ninguém tratava a todos por igual e até dava um prémio ao melhor aluno na resolução dos problemas, uma tatuagem em papel que se colocava no braço, mas que desaparecia passados uns dias, mas o certo é que no final do ano eu era dos melhores alunos da 1ª classe,por aqui se pode verificar que faz toda a diferença na maneira de ensinar  entre professores.

publicado por Snitram às 16:34

Meu nome Augusto Rosa Martins, nasci no dia 11 de Novembro de 1949, pelas 12h30m na aldeia de Arreciadas, filho de Manuel Martins e Maria Rosa, neto paterno de António Martins e Leopoldina Mendes e materno de João Pires e Rosa Mariana, nasci numa humilde casa frontal á Escola Primária e antes da antiga loja de António Dias Cabaço, depopis fui residir para o pátio do Ti Zé Maria, até aos meus 5 anos, nessa altura meu pai recebeu dinheiro do seguro do acidente de trabalho e o aplicou na construção de uma casa na rua Nova do Pinhal, nº 43, na altura lhe chamavam rua das Tangalhanas ou Marianas, onde residi até ao meu 1º casamento a 19 de Novembro de 1967.

 

publicado por Snitram às 16:20
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